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HIPOTECA: TUDO O QUE PRECISA DE SABER

Quando se pretende fazer um crédito, especialmente um crédito habitação, é normal que seja exigida uma garantia por parte do banco. Essa garantia é concedida através da hipoteca, que normalmente é feita sobre um ou mais bens.
A hipoteca é um tipo de empréstimo no qual o devedor, coloca um imóvel ou outro bem, como garantia para o pagamento das prestações.

É também conhecida como “crédito hipotecário”, visto que, o cliente oferece ao banco o direito ao bem, para o caso de não conseguir cumprir com as obrigações de pagamento do empréstimo.

Na prática, isto quer dizer que o bem passa a ser uma segurança extra para a instituição de crédito, reduzindo assim a incerteza associada ao empréstimo.

No caso de uma casa por exemplo, se entrar em incumprimento, perde o imóvel. Contudo, se pagar o empréstimo, a casa continua a ser sua.

Pode vendê-la, arrendá-la ou hipotecá-la novamente, apesar de, na maioria das vezes, a entidade financeira pedir para ser consultada antes, isto porque, em caso de litígio ou incumprimento o imóvel passa para a posse do banco.

Todavia, o banco pode executar a hipoteca mesmo se a casa deixar de ser sua, o que significa que o comprador da casa hipotecada fica sem ela se o antigo proprietário entrar em incumprimento com o banco.

Existem três tipos de hipotecas.

A hipoteca legal que confere a garantia a favor do Estado, autarquias e pessoas coletivas públicas, bem como de menores (quando existe um tutor), um credor por alimentos, os co-herdeiros e os legatários.

A hipoteca judicial que é pedida para assegurar que a pessoa em julgamento vai cumprir determinadas obrigações.

No entanto, a principal forma de hipoteca, é a hipoteca voluntária, que resulta de contratos ou testamentos. É nesta situação que se enquadra, por exemplo, o crédito habitação, já que a garantia sobre o imóvel é inscrita num contrato aceite pelas duas partes.

Quais são as vantagens e desvantagens de uma hipoteca?

Existem diversas vantagens e desvantagens no recurso à hipoteca para diferentes créditos.

Por um lado, a hipoteca permite reduzir o risco do financiamento conseguindo-se assim, melhores condições de crédito. O banco poderá oferecer juros mais baixos, montantes de empréstimo maiores e um prazo mais alargado. Por consequência, conseguirá gerir de forma mais confortável o seu orçamento mensal.

Por outro lado, o principal risco de uma hipoteca é a perda do bem valioso hipotecado, caso deixe de pagar a dívida. Assim, não só perde o montante financiado, como fica sem o bem que hipotecou. Terá aqui um problema, que vai repercutir no Mapa de Responsabilidades do Banco de Portugal.

Por isso, antes de tomar qualquer decisão deve dispor de uma boa margem de segurança no seu orçamento para evitar entrar em incumprimento – aliás, um cuidado a ter quando pede qualquer tipo de crédito.

Para além disso, é importante pedir propostas a entidades financeiras distintas, para poder comparar todas as condições e encontrar a mais adequada à sua situação.

Uma das melhores formas de fazer esta avaliação é através da FINE (Ficha de Informação Normalizada Europeia), onde poderá facilmente verificar o valor total do crédito (já com todas as parcelas adicionais, juros, taxas e outras comissões).

Antes de oferecer ao banco o direito à sua casa, peça sempre uma Certidão de Teor do imóvel. Desta forma, terá o conhecimento total da sua situação em termos jurídicos, incluindo ónus, encargos e obrigações do imóvel que possa não conhecer.

É também boa prática pedir uma declaração de não dívida do condomínio para evitar problemas futuros e assegure-se de que não há valores pendentes de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), uma vez que a escritura não avança sem que todas as dívidas estejam liquidadas.

Como pedir uma hipoteca?

Quando se dirige a uma entidade financeira, na prática, o que pede não é uma hipoteca, mas um crédito. A hipoteca é a garantia que apresenta na hora de conseguir o crédito. Da mesma forma, as prestações que paga referem-se ao reembolso do empréstimo e não da hipoteca.

Assim, a forma de contratar e simular esta solução é bastante semelhante a qualquer outro tipo de empréstimo.

As diferenças residem, nos documentos que será preciso entregar, uma vez que, neste caso, há ainda toda a documentação referente ao bem que pretende hipotecar.

Apesar de cada banco ter condições específicas, em geral, são estes os documentos necessários:

- Documento de identificação;

- Última declaração de IRS e respetiva nota de liquidação;

- 3 últimos recibos de vencimento;

- Declaração de vínculo contratual;

- 3 últimos meses de extratos bancários;

- Mapa de Responsabilidade do Banco de Portugal;

- Comprovativo de morada;

- Avaliação do imóvel;

- Caderneta Predial do imóvel;

- Certidão permanente do imóvel;

- Licença de habitação;

- Ficha técnica da habitação e certificado energético;

- Comprovativo de pagamento dos impostos associados (selo e IMT);

- Seguro de incêndio ou multirriscos validados, bem como o seguro de vida.

Depois do processo dar entrada, a instituição bancária faz uma avaliação do imóvel ou do bem que está a hipotecar para verificar se o seu valor cobre o montante que está a solicitar de empréstimo.

O banco também levará em conta o seu perfil para confirmar se tem capacidade financeira para liquidar as prestações. Se a avaliação for positiva, a entidade bancária avançará para o contrato.


📩 belmonte@decisoesesolucoes.com
📞 965 896 051 (chamada rede móvel nacional)


ELEMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO  DA ATIVIDADE DE MEDIÇÃO IMIBILIÁRIA:
À Teixeira de Almeida, Unipessoal Lda, foi emitida licença para o exercício da atividade de mediação imobiliária nº 12227-AMI a 10/5/2016.
ELEMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO E DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE DO INTERMEDIÁRIO DE CRÉDITO:
Denominação: Teixeira de Almeida, Unipessoal Lda
Sede Social: Rua Pedro Álvares Cabral, 261   6250-088 Belmonte
N.º registo junto do Banco de Portugal: 006308
A informação relativa aos Intermediários de Crédito registados no Banco de Portugal pode ser aqui consultada.

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